Histórias curtas - Rubem Fonseca

Histórias curtas – Rubem Fonseca

Há quem diga que nos menores frascos estão os melhores perfumes e que de médico e louco todo mundo tem um pouco. O que uma coisa tem a ver com outra? Nada. Mas o novo livro de Rubem Fonseca parece apostar nas duas máximas. Se o conto é, por definição, uma narrativa curta, uma célula dramática, aqui isso foi levado às últimas consequências, optando-se pela extrema concisão nas quase quarenta histórias que agora chegam a público. Estas “Histórias curtas”, por vezes curtíssimas, tratam de assuntos também extremos, como a velhice, o excesso de peso e todo tipo de decadência humana — tema que vem sendo explorado pelo autor em seus últimos livros. Novidade mesmo é a ênfase toda especial dada à loucura e às suas variadas nuances. Esquizofrênicos que tomam choque elétrico, um sujeito que se apaixona por uma árvore, um palhaço que destrambelhou, gente que se sente perseguida e é internada compulsoriamente por apresentar uma desordem mental qualquer são os personagens mais recorrentes desta coletânea.Prestes a completar noventa anos de vida, Rubem Fonseca parece estar sempre disposto a procurar novos temas e formas de fazer o que ele faz melhor: escrever bons contos, aumentando ou diminuindo suas histórias.

O Castelo de Otranto - Horace Walpole

O Castelo de Otranto – Horace Walpole

Lá pela metade do século XVIII, o aristocrata inglês Horace Walpole (1717-1797) criou um gênero novo de ficção, que se estenderia muito além das fronteiras de seu país e de seu tempo: o romance gótico. A narrativa de Walpole levou ao extremo as fantasias e os terrores que, desde tempos imemoriais, tiram o sono de leitores e ouvintes. No século XIX, Mary Shelley e Bram Stocker consolidaram o gênero, mas é O Castelo de Otranto que o inaugura. Embora escrito em 1764, Horace Walpole apresenta sua história como um manuscrito medieval, empregando por isso linguagem algo antiquada. Ainda assim O Castelo de Otranto permanece notável. O príncipe Manfredo apropria-se ilicitamente de um castelo. E uma antiga maldição o impede de ter a posse definitiva da propriedade.

Candido, ou o Otimismo - Voltaire (330 x 507)

Cândido ou o Otimismo – Voltaire

Até ser expulso de um lindo castelo na Westfália, o jovem Cândido convivia com sua amada, a bela Cunegunda, e tinha a felicidade de ouvir diariamente os ensinamentos de mestre Pangloss, para quem “todos os acontecimentos estão encadeados no melhor dos mundos possíveis”.
Apesar da crença absoluta na doutrina panglossiana, do primeiro ao último capítulo, Cândido sofre um sem-fim de desgraças: é expulso do castelo; perde seu amor; é torturado por búlgaros; sobrevive a um naufrágio para em seguida quase perecer em um terremoto; vê seu querido mestre ser enforcado em um auto da fé; é roubado e enganado sucessivas vezes.
Cândido só começa a desconfiar do otimismo exacerbado de seu mestre quando ele próprio e todos os que cruzam seu caminho dão provas concretas que o melhor dos mundos possíveis vai, na verdade, muito mal.
Cândido, ou o Otimismo é um retrato satírico de seu tempo. Escrito em 1758, situa o leitor entre fatos históricos como o terremoto que arrasou Lisboa em 1755 e a Guerra dos Sete Anos (1756-63), enquanto critica com bom-humor as regalias da nobreza, a intolerância religiosa e os absurdos da Santa Inquisição. Já o caricato mestre Pangloss é uma representação sarcástica da filosofia otimista do pensador alemão Gottfried Leibniz (1646-1716).
Antecipando o sucesso desbragado e a carreira de escândalo do livro, Voltaire, pseudônimo de François-Marie Arouet, assinou a obra com o enigmático Sr. Doutor Ralph.

O Lado Feio do Amor - Ugly Love #01 - Colleen Hoover

O Lado Feio do Amor – Ugly Love #01 – Colleen Hoover

Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo… apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor.
O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo.

Solomon Kane - Robert E. Howard

Solomon Kane – Robert E. Howard

Solomon Kane é baseado numa personagem de pulp fiction criado por Robert E. Howard, que já foi adaptado pela Marvel em quadradinhos dos anos 70. O protagonista é um guerreiro puritano do século 16, que usa o cristianismo como arma contra seus inimigos.

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Como a Alemanha lida com “Minha Luta”

Manifesto de Hitler ainda está proibido no país, mas cairá em domínio público em 2016. Depois de 70 anos, livro será novamente publicado, mas só em versão comentada – o que muitos consideram uma restrição exagerada.
O livro Minha Luta (Mein Kampf), no qual Adolf Hitler define as bases da ideologia nazista, é banido na Alemanha desde o fim da Segunda Guerra. Mas recentemente, quase 90 anos após sua publicação, ele voltou a virar tema de debate no país.

Kull, Exílio da Atlântida - Robert E. Howard

Kull: Exílio da Atlântida – Robert E. Howard

Kull era um jovem bárbaro, nascido na Atlântida antes desta ter sido encoberta pelas aguas do mar. Abandonado pelos pais na floresta e criado por tigres, o menino viveu entre animais até que foi encontrado pela tribo do mar. Convivendo com os selvagens, ele atingiu a idade de se tornar um guerreiro. O velho feiticeiro da tribo declarou que o espírito do tigre seria seu símbolo e seu protetor. Dias depois, quando Kull e alguns companheiros chegavam de viagem à aldeia, o jovem atlante avistou uma multidão se preparando para queimar uma jovem. Revoltado ao saber que a nativa seria sacrificada por haver fugido com um pirata, e vendo que seria impossível salvá-la, ele a matou antes que o fogo tomasse seu corpo e a envolvesse num sofrimento insuportável. Considerado um traidor, todos se voltaram contra o rapaz, que mergulhou no mar e fugiu, sendo encontrado por piratas lemurianos. Escravizado pelos saqueadores, ele os serviu como remador, até que a caravela onde se encontrava ancorou próxima ao Reino de Valúsia, um dos países que compunham os chamados Sete Impérios. Fugindo da embarcação, ele foi capturado pelo valusianos e forçado a lutar na arena. Não demorou muito e, graças a sua força e coragem, Kull acabou se tornando um soldado, depois oficial até atingir o posto de comandante da Legião Negra, a tropa de elite do Rei Borna. Instigado por alguns nobres a assassinar o soberano para que o barão Kaanub assumisse o poder, Kull matou o monarca e decidiu ele mesmo usar a coroa real. Hoje Kull é um rei odiado por grande parte dos seu súditos, que o consideram um selvagem, indigno de governar um povo tão civilizado.

10 atitudes típicas de um viciado em livros

10 atitudes típicas de um viciado em livros

Quanto mais se fala no fim do livro físico, mais aumenta o número de aficionados por livros. A dependência literária chega a ponto de causar síndrome de abstinência e leva o compulsivo a tomar atitudes estranhas, só para criar oportunidades de ficar mais tempo junto a seu objeto de desejos. Em tom de brincadeira, mas baseado em situações reais, foram alinhadas dez atitudes típicas de pessoas realmente viciadas em livros. Se você se enquadrar em seis itens ou mais, já é um caso grave da síndrome e precisa se internar numa clínica detox para bibliomaníacos.

Onde estivestes de noite - Clarice Lispector

Onde estivestes de noite – Clarice Lispector

A coletânea de textos de Onde estivestes de noite, de Clarice Lispector, foi publicada pela primeira vez em 1974. São 17 crônicas trágicas e cômicas, onde as dores e as aflições do cotidiano banal são reveladas ora por descrições angustiadas e delirantes, ora por detalhes bizarros, risíveis, bem-humorados. O texto que dá título ao livro, Onde estivestes de noite, por exemplo, é uma hipótese, uma visão de um ritual de magia negra ou de uma seita louca qualquer, com a participação de peregrinos fanáticos, uma viagem alucinada, atraente e atemorizante, durante uma noite improvável. Mas tudo aquilo é verdade e existe, garante a autora, quando o dia amanhece, afastando os males e as cenas do inferno, durante uma missa onde os fiéis fazem o sinal-da-cruz: A manhã estava límpida como coisa recém-lavada, esclarece. Há histórias hilariantes, como a da senhora Jorge B. Xavier, de A procura de uma dignidade, uma anciã atrapalhada diariamente acometida por um fogo interior. É uma daquelas pessoas que erram o endereço do seminário e que só fazem questão de ir para cumprir o papel de atualizada, mas acaba passando mal de calor ao final do encontro. Como os demais livros que compõem a obra de Clarice, Onde estivestes de noite recebeu novo tratamento gráfico e foi revisado pela professora de crítica textual, Marlene Gomes Mendes, baseada em sua primeira edição. Em Onde estivestes de noite Clarice Lispector traduz com precisão máxima a alma aflita, mas de uma forma muito, muito divertida.

A consciência das palavras - Elias Canetti

A consciência das palavras – Elias Canetti

 A Consciência das Palavras, coleção de ensaios onde se acham reunidos textos sobre Confúcio, Georg Büchner, Tolstoi, Kafka, Hermann Broch, Karl Kraus e Hitler, além de uma evocação da tragédia de Hiroshima. por intermédio do diário de um de seus sobreviventes ou de reminiscências sobre as origens de seu monumental romance Auto-de-fé.

O jogo dos olhos - Elias Canetti

O jogo dos olhos – Elias Canetti

Em O Jogo dos Olhos, Elias Canetti aborda o período de sua vida em que assistiu à ascensão de Hitler e à Guerra Civil espanhola, à fama literária de Musil e Joyce e à gestação de suas próprias obras-primas, Auto de fé e Massa e poder. Terceiro volume de uma autobiografia escrita com vigor literário e rigor intelectual, O jogo dos olhos é também o jogo das vaidades literárias exposto com impiedade, o jogo das descobertas intelectuais narrado com paixão e o confronto decisivo entre mãe e filho traçado com amargo distanciamento.

Uma luz em meu ouvido - Elias Canetti

Uma luz em meu ouvido – Elias Canetti

Em Uma Luz em Meu Ouvido, Canetti nos oferece um retrato espantosamente rico de Viena e Berlim nos anos 20, do qual fazem parte não só familiares do escritor, como sua mãe ou sua primeira mulher, Veza, mas também personagens famosos como Karl Kraus, Bertolt Brecht, Geoge Grosz e Isaak Babel, além da multidão de desconhecidos que povoam toda metrópole.

Um Sopro de Neve e Cinzas – Outlander #06 – Diana Gabaldon

Um Sopro de Neve e Cinzas – Outlander #06 – Diana Gabaldon

O ano é 1772, às vésperas da Revolução Americana, e o longo pavio da rebelião já corre aceso: em Boston as ruas estão coalhadas de mortos; na Carolina do Norte cabanas queimam na escuridão. E uma sombra se projeta sobre a casa em Fraser’s Ridge onde moram o guerreiro escocês Jamie Fraser e sua família.
A colônia está em efervescência. O governador Josiah Martin precisa de alguém para unir as terras do interior, pacificar os ressentimentos entre colonos e índios e manter as montanhas a salvo para a Coroa Inglesa. Todos concordam que Jamie Fraser é o homem à altura da tarefa. Mas graças à mulher, Claire Randall, uma viajante do tempo, ele sabe que será fatal ficar do lado britânico. Dali a três anos as 13 colônias conseguirão sua independência, constituindo uma nova nação.

O Punho e a Renda - Edgard Telles Ribeiro

O Punho e a Renda – Edgard Telles Ribeiro

Em seu novo romance, O PUNHO E A RENDA — que já vem sendo considerado uma obra-prima da ficção política e seu mais importante trabalho —, Edgar Telles Ribeiro, escritor e diplomata, mergulha nos bastidores das embaixadas, revelando suas tensões e disputas. Não se trata, porém, do rendilhado charmoso da vida social das rodas diplomáticas — Edgard abre, pela primeira vez no Brasil, uma caixa preta: tendo como tema a ditadura brasileira e as formas de opressão que o sistema gerou no período do regime militar (1964-1985), a obra revela os subterrâneos sinistros da Operação Condor e lida com os grupos de direita que atuaram dentro do Itamaraty nessa época. Aborda complôs para derrubar governos, cumplicidades com torturas, a sede de subir na carreira.