Em defesa da comida – Michael Pollan

Em defesa da comida – Michael Pollan

Michael Pollan investiga também os motivos de a maioria dos alimentos da dieta ocidental ser comercializada com destaque de seus benefícios à saúde. Hoje os comestíveis anunciam “vitaminas”, “baixo teor de gordura” ou “enriquecimento” com ômega-3 ferro, magnésio, soja ou uma série de substâncias pretensamente saudáveis, que variam conforme campanhas de marketing fundamentadas em diretrizes econômicas e/ou governamentais. Em defesa da comida ressalta que esse deve ser o primeiro sinal de alerta. Afinal, quatro das dez principais causas de morte são doenças crônicas ligadas à alimentação: distúrbios coronarianos, diabetes, AVC e câncer.

Se nos falta comida de verdade – aquela que nossas avós reconheceriam como comida e que dispensava rótulos com as porcentagens de adição de substâncias benéficas, nutrientes, teor calórico ou índices de gorduras –, Michael Pollan mostra o que de fato aconteceu e desvirtuou a cadeia alimentar. Por isso ele indica o que fazer propondo hábitos simples e libertadores: Coma comida. Não muita. Principalmente vegetais.

Saúde e alimentos não-industrializados andam juntos. E apesar das verdadeiras ameaças ao bem-estar disponíveis nas prateleiras dos supermercados, podemos escapar das doenças crônicas resultantes dessa dieta realocando nossos hábitos e nosso apetite. Em defesa da comida aponta as escolhas que podem transformar nossa compreensão do que significa ser saudável, e levar ainda mais prazer às refeições.

Por que gritamos Golpe?: Para entender o impeachment e a crise política no Brasil – Ivana Jinkings, Kim Doria, Murilo Cleto (Orgs.)

Por que gritamos Golpe?: Para entender o impeachment e a crise política no Brasil – Ivana Jinkings, Kim Doria, Murilo Cleto (Orgs.)

Somando-se ao debate público sobre a crise política no Brasil, Por que gritamos Golpe? proporciona ao leitor diversas análises sobre a dinâmica do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, dentro de uma perspectiva multidisciplinar e de esquerda. Os textos que compõem a coletânea são inéditos e buscam desenhar uma genealogia da crise política, entender as ameaças que se colocam à democracia e aos direitos conquistados pela Constituição de 1988 e apontar caminhos de superação de nossos impasses políticos. São trinta autores, entre pesquisadores, professores, ativistas, representantes de movimentos sociais, jornalistas e figuras políticas.

Por que gritamos Golpe? conta ainda com epígrafe de Paulo Arantes, textos de capa de Boaventura de Sousa Santos e Luiza Erundina e com charges de Laerte Coutinho, que representam nossa realidade pelo viés do humor, escracham valores alegados pelos conspiradores e revelam outra narrativa e outra comunicação. Ao lado das fotos cedidas e selecionadas pelo coletivo Mídia NINJA, que cobre em tempo real as manifestações que pululam em todo o país, colaboram para montar o cenário do golpe ponto a ponto, passo a passo.

Trate-se do quinto título da coleção Tinta Vermelha, que aborda sob perspectivas variadas temas atuais, dando sequência às coletâneas Occupy: movimentos de protesto que tomaram as ruas (2012), Cidades rebeldes: Passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil (2013), Brasil em jogo: o que fica da Copa e das Olimpíadas? (2014) e Bala Perdida: a violência policial no Brasil e os desafios para sua superação (2015). O livro contou com apoio da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (FETEC-CUT/CN) e da Fundação Lauro Campos.

A Novela do Curioso Impertinente – Miguel de Cervantes

A Novela do Curioso Impertinente – Miguel de Cervantes

A Novela do Curioso Impertinente encontra-se entre os capítulos 33 e 35 da primeira parte da famosa obra Dom Quixote, escrita por Miguel de Cervantes, e publicada no ano de 1605, na Espanha. Ela é uma das tantas histórias que são contadas dentro da história principal, sendo a mais linda e famosa, a mais estudada e debatida.
A sua publicação autônoma, como se faz nesta edição, tornou-se habitual desde que o livro foi lançado, adquirindo vida própria pelo seu valor literário, e estranheza por estar completamente fora de lugar nas páginas que contam a história de Dom Quixote.
Anselmo, o curioso da novela, não cabe em si de dúvidas sobre a fidelidade de Camila, sua jovem e amada esposa. Para colocá-la à prova, pede a Lotário, o seu melhor amigo, que a seduza, certo de que este, caso a esposa vacile, saberá parar na hora certa e também guardar tudo em segredo, de modo que a honra de todos fique preservada.
Mas, que curiosidade é essa? É preciso saber tudo? Incomodado por não saber se Camila o trairá no futuro, precisa Anselmo produzir a sua traição no presente? Aonde essa dúvida, esse medo do desconhecido pode levar?
Quem ler esta novela saberá!

A volta por cima – Carlos Heitor Cony

A volta por cima – Carlos Heitor Cony

Esta é a história de uma menina que se detesta, já há muito tempo. Até seu nome parece querer destruir seu amor-próprio: Gilmara. No entanto, o nome curioso (homenagem do pai a um jogador de futebol) e completamente desfavorável não é nem de longe o que a faz sofrer mais.

Gilmara nunca se encaixou no padrão de beleza “quanto mais magra melhor”. Como se não bastasse se sentir mal por ser mais gorda que as outras garotas, ainda tem que conviver com a crueldade de quem zomba dela diariamente sem qualquer piedade.

Aos poucos, sua família vai conquistando uma posição social mais privilegiada e se muda para um bairro nobre do Rio de Janeiro. Ali, em sua nova morada, Gilmara descobre os grupinhos descolados de jovens ricos e bonitos, dos quais suas irmãs passam a fazer parte, mas cuja entrada lhe é negada.

Gilmara então reúne forças para combater o preconceito e a depressão. Sua volta por cima é contada de maneira corajosa neste verdadeiro clássico juvenil de Carlos Heitor Cony.

Endgame | Linhagem Zero #03: Colheita – James Frey

Endgame | Linhagem Zero #03: Colheita – James Frey

Em Linhagem Zero: Colheita vamos assistir o surpreendente desfecho da missão de um grupo de jovens com o objetivo de impedir o Endgame, o jogo mortal que determina o futuro da humanidade. Eles querem evitar o Endgame — e salvar o mundo — a qualquer custo. Eles são a Linhagem Zero.

Em 1972, o Endgame ainda não começou — mas está próximo. Mike Stavros uniu-se a um grupo decidido a interromper o Jogo e para isso decidem caçar a geração que antecede os Jogadores de Endgame: O Chamado. No eletrizante desfecho da trilogia Linhagem Zero, Mike e os outros membros da equipe viajam para os Jogos Olímpicos de Munique para simular um Chamado. Mas confrontar os Jogadores e deter o Endgame pode ser mais perigoso do que jamais imaginaram.

Endgame | Linhagem Zero #02: Avanço – James Frey

Endgame | Linhagem Zero #02: Avanço – James Frey

Em Linhagem Zero: Avanço, um grupo de jovens está determinado a impedir a qualquer custo que o Endgame aconteça. Eles se autonomeiam Linhagem Zero.

Divididos em esquadrões, os jovens voluntários que compõem a Linhagem Zero estão em treinamento e precisam aprender novas técnicas em contextos urbanos e viajar até as sedes das doze linhagens para deixar um convite para cada Jogador, na forma de um sinal tão dramático e convincente que pareça o próprio Chamado.

De um assalto a banco à implantação de uma bomba no centro de Bagdá, a Linhagem Zero não vai medir esforços para conseguir reunir todos os Jogadores em Munique, em meio aos Jogos Olímpicos e impedi-los a competir no Endgame.

Mike Stavros também vai precisar lidar com um turbilhão de problemas particulares: sua condição de fugitivo da polícia, o afastamento da sua parceira Mary e o fato de ter como novo companheiro de equipe Eugene, o provável culpado pela morte de seu amigo Tommy.

O Endgame ainda não começou, e a Linhagem Zero vai fazer de tudo para o Jogo não acontecer.

Endgame | Linhagem Zero #01: Despertar – James Frey

Endgame | Linhagem Zero #01: Despertar – James Frey

Uma nova saga tem início. Em Linhagem Zero: Despertar, um grupo de jovens está determinado a impedir a qualquer custo que o Endgame aconteça. Eles se autonomeiam Linhagem Zero.

Década de 1970. Mike Stavros acabou de entrar para a faculdade e acredita que esta é uma oportunidade para tornar-se independente e ter controle sobre sua vida. Assim que faz novos amigos, ele logo percebe que nada vai sair como esperado. Mike se envolve perigosamente com essas pessoas e toma conhecimento do que é o Endgame e qual é o objetivo dos Jogadores responsáveis pelo destino da humanidade. De uma hora para outra, Mike passa a fazer parte da Linhagem Zero, que está determinada a caçar a geração de Jogadores que precede a dos 12 envolvidos em o Chamado.

Mike e seus novos amigos estão reunidos em torno de uma importante missão: matar todos os Jogadores que tem a intenção de competir no Endgame. O Endgame ainda não começou, e a Linhagem Zero vai fazer de tudo para o Jogo não acontecer.

A Torre da Andorinha – Saga do Bruxo Geralt de Rívia #06 – Andrzej Sapkowski

A Torre da Andorinha – Saga do Bruxo Geralt de Rívia #06 – Andrzej Sapkowski

O bruxo segue em direção ao sul, convencido de que Ciri vai se casar em breve com o imperador de Nilfgaard. Os assassinos impiedosos de Nilfgaard já estão seguindo os rastros de Ciri, que, gravemente ferida, se recupera no casebre do eremita Vysogota, perdido no meio de um pantanal. Será que o bruxo conseguirá achar Ciri? Qual será o papel da lendária Torre da Andorinha?

The Untold History of Japanese Game Developers: Gold Edition – S.M.G Szczepaniak

The Untold History of Japanese Game Developers: Gold Edition – S.M.G Szczepaniak

This book reveals more secrets about the history of Japanese games than ever before, with 36 interviewees and exclusive archive photos. Konami’s secret games console, the origin of Game Arts and Quintet, unusual events at Telenet, stories on Falcom, politics behind Enix’s game programming contests, a tour of the Love-de-Lic and WARP offices (with layout sketches). Every interviewee is asked about unreleased titles. Foreword by GAMESIDE magazine’s editor-in-chief, Yusaku Yamamoto. INTERVIEWEES INCLUDE: Hitoshi YONEDA / Tatsuo NOMURA / Katsutoshi EGUCHI / Toru HIDAKA / Roy OZAKI / Kouichi YOTSUI / Masaaki KUKINO / Yoshitaka Murayama / Harry Inaba / Ryukushi07 / Kotaro UCHIKOSHI / ZUN / Yoshiro KIMURA / Kouji YOKOTA / Jun Nagashima / Yuzo KOSHIRO / Masamoto MORITA / Akira TAKIGUCHI / Masakuni MITSUHASHI / Kohei IKEDA / Hiroshi SUZUKI / Tomonori SUGIYAMA / Yutaka ISOKAWA / Yasuhito SAITO / Takaki KOBAYASHI / Keite ABE / Keiji INAFUNE / Makoto GOTO

Atlas de nuvens – David Mitchell

Atlas de nuvens – David Mitchell

Um dos romances mais cultuados de nosso tempo, em aguardada tradução de Paulo Henriques Britto.

Neste que é um dos romances mais importantes da atualidade, David Mitchell combina o gosto pela aventura, o amor pelo quebra-cabeça nabokoviano e o talento para a especulação filosófica e científica na linha de Umberto Eco, Haruki Murakami e Philip K. Dick.
Conduzindo o leitor por seis histórias que se conectam no tempo e no espaço – do século XIX no Pacífico ao futuro pós-apocalíptico e tribal no Havaí –, Mitchell criou um jogo de bonecas russas que explora com maestria questões fundamentais de realidade e identidade.

Como Viver na Era Digital – Tom Chatfield

Como Viver na Era Digital – Tom Chatfield

Nosso mundo está cada vez mais digital. Hoje, mais da metade da população adulta do planeta passa mais tempo no trabalho “conectado” do que “desconectado”, seja pela internet, pelo celular ou por qualquer outra mídia digital. Enviar e-mail, mensagem, twittar, escrever em um blog já são parte da nossa vida profissional, dos nossos relacionamentos e até mesmo da nossa vida familiar. Mas que efeito essa necessidade por conexão constante está realmente tendo? Tom Chatfield examina o que nossa vida “conectada” está realmente fazendo com nossas mentes, para o bem ou para o mal. Apresentando pesquisas inovadoras e práticas, ele nos ensina como prosperar em um século digital sem perder nossa humanidade.

É possível viver bem com a tecnologia? O mundo está cada vez mais digital: hoje, mais da metade da população adulta do planeta passa mais tempo no trabalho “conectado” do que “desconectado”, seja pela internet, pelo celular ou por qualquer outra mídia digital.

Enviar e-mails, mensagens, ‘twittar’ ou escrever em um blog faz parte da vida profissional, dos relacionamentos e até da vida familiar. Na vida pessoal e profissional, a “vida conectada” está sempre presente. Mas que efeito essa necessidade por constante conexão está realmente tendo?

Tom Chatfield examina o que a vida “conectada” está realmente fazendo com a mente humana, para o bem ou para o mal. Abordando temas que dizem respeito ao que é realmente fundamental no uso da tecnologia e apresentando pesquisas inovadoras e práticas, ele ensina como prosperar em um século digital sem perder a humanidade.

A História do Diabo – Vilém Flusser

A História do Diabo – Vilém Flusser

Parodiando textos sagrados, Vilém Flusser faz neste livro um elogio do Diabo, ‘príncipe tão glorioso’ que a tantos entusiasmou no decorrer da história humana, em louvor do qual tantos enfrentaram as chamas ‘com dedicação ardente’. Procura suspender os nossos preconceitos a respeito do Diabo para tentar reconhecer esse personagem que identificará com a própria História – ‘É possível a afirmativa de que o tempo começou com o Diabo, que o seu surgir ou a sua queda representam o início do drama do tempo, e que diabo e história sejam dois aspectos do mesmo processo’. Chama de ‘influência divina’ tudo o que procure superar ou negar o tempo, e chama de ‘influência diabólica’ tudo o que procure preservar o mundo no tempo. Concebe o divino como aquilo que age dentro do mundo para dissolvê-lo e transformá-lo em puro Ser, logo, em intemporalidade. Por oposição, concebe o diabólico como aquilo que age dentro do mundo para preservá-lo, evitando que seja dissolvido. Do ponto de vista de Deus, o divino é o criador enquanto o diabólico é o aniquilador – mas do ponto de vista do homem no mundo o Diabo é o princípio conservador e Deus é o princípio destruidor. Cabe ao Diabo manter o mundo no tempo, o que nos força a simpatizarmos com ele – reconhecemos no Diabo espírito semelhante ao nosso, e talvez tão infeliz quanto o nosso.

O Oitocentos entre livros, livreiros, impressos, missivas e bibliotecas – Tânia Bessone da Cruz Ferreira, Gladys Sabina Ribeiro, Monique de Siqueira Gonçalves (Orgs.)

O Oitocentos entre livros, livreiros, impressos, missivas e bibliotecas – Tânia Bessone da Cruz Ferreira, Gladys Sabina Ribeiro, Monique de Siqueira Gonçalves (Orgs.)

Livros, livreiros e impressos alcançaram grande relevância política e sociocultural no Brasil do século XIX, principalmente com o fim da censura e o estabelecimento dos editores na Corte imperial. Neste livro de três importantes historiadoras brasileiras vemos como se criou, na corte imperial, um ambiente onde a opinião pública passava a ocupar, progressivamente, a função de legitimadora de posições políticas, incentivando o contínuo surgimento de novos veículos de comunicação impressa no Império do Brasil.
Desta forma, no âmbito da pesquisa historiográfica, a verificação de um contexto histórico marcado pelo intenso fluxo de ideias, possibilitado, sobretudo, pela crescente circulação de livros, jornais, panfletos, estampas, almanaques, cartas, partituras de músicas, entre outros, tem motivado a realização de multifacetadas investigações históricas. Este livro toma como referência as pesquisas de Robert Darnton e Daniel Roche, onde a palavra impressa é vista como uma força ativa na história e não como um simples registro do que aconteceu.
Neste volume, foram reunidos textos dedicados a esses temas, bem como aqueles relacionados aos espaços de sociabilidade ao redor do livro, como bibliotecas e livrarias. Este livro oferece, portanto, um espaço de debate para o qual convergiram pesquisadores e estudantes que, motivados pelo estudo dos impressos, procuraram apresentar uma contribuição para a elaboração de uma nova interpretação do chamado longo século XIX brasileiro.

Gregório de Matos – Vol 01: Poemas atribuídos. Códice Asensio-Cunha

Gregório de Matos – Vol 01: Poemas atribuídos. Códice Asensio-Cunha

Esta edição publica o conjunto de poemas coletados no Códice Asensio-Cunha que circularam em Salvador nas últimas décadas do século XVII e na primeira metade do século XVIII sob o nome “Gregório de Matos e Guerra”, então a mais importante autoridade poética local. Nesse tempo, os poemas eram continuamente refeitos pelo agenciamento de audição, memorização e remanejamentos pela voz e pela escrita, sendo as versões do Códice Asensio-Cunha apenas uma das muitas possibilidades textuais implícitas na “tradição”, o conjunto de todos os manuscritos com o nome Gregório de Matos e Guerra. As variações textuais incidem sobre uma única palavra – caso do primeiro verso do soneto “Um calção de pindoba a meia porra” e da variante “Um calção de pindoba a meia zorra”- ou sobre dezenas de versos, alterando-se radicalmente a configuração do texto. O que importa nesta edição é não contaminar “lições” de um manuscrito com “lições” de outro, com a finalidade de produzir um texto compósito não existente em nenhum manuscrito da “tradição”.

Felicidade agora – Daniel Gottlieb

Felicidade agora – Daniel Gottlieb

E SE AQUILO QUE VOCÊ MAIS DESEJA OBTER NÃO É O QUE DE FATO NECESSITA? Hoje é muito comum que deixemos a vida para depois, para quando tivermos tempo e dinheiro, por exemplo. Mas esse depois nunca chega… E com o passar dos anos nos tornamos infelizes, tomados por uma enorme descrença em nós mesmos. Daniel Gottlieb, psicólogo e terapeuta familiar que ficou tetraplégico após um acidente automobilístico, é extremamente qualificado para oferecer conselhos sábios sobre aquilo que desejamos e aquilo de que realmente precisamos. O intuito dele é nos mostrar como: Viver o momento presente Acalmar mentes inquietas Reconectar nossas emoções ao corpo Descobrir as coisas indescritíveis que definem quem somos Vivenciar plenamente a importância do amor Neste livro, ele compartilha aberta e honestamente acontecimentos traumáticos de sua vida e dá voz às ansiedades de seus pacientes com o objetivo de mostrar que não estamos sozinhos em nossas lutas, não importa quão profundos sejam nossos sofrimentos. Com breves ensaios terapêuticos, Felicidade agora vai iluminar o reencontro com nossa própria sabedoria interior e nos revelar os caminhos para o bem viver.

De Bento a Francisco: Uma revolução na Igreja – Luiz Paulo Horta

De Bento a Francisco: Uma revolução na Igreja – Luiz Paulo Horta

A partir de fevereiro deste ano, a Igreja católica entrou num terremoto de grandes dimensões. A renúncia do papa Bento XVI quebrou uma tradição de mais de quatrocentos anos. O conclave que se seguiu foi bastante aberto, e terminou com uma relativa surpresa.

Relativa porque o argentino Jorge Bergoglio já tinha sido muito bem votado no conclave de 2005. O que não se sabia é o tipo de pessoa que ele era, e que começou a despontar desde o momento em que apareceu na sacada de são Pedro, pedindo ao povo que rezasse por ele.

À noite andamos em círculos – Daniel Alarcón

À noite andamos em círculos – Daniel Alarcón

A vida de Nelson não está tomando o rumo que ele queria. Sua ex-namorada está morando com outro; seu irmão mais velho emigrou para os Estados Unidos e não cumpriu a promessa de levá-lo junto; e ele próprio tem de viver ao lado da mãe viúva, tentando estabelecer uma carreira de ator e dramaturgo que não decola, num país latino-americano recém-saído da guerra civil. Tudo muda quando ele é o escolhido para encenar uma peça lendária, O presidente idiota, por um grupo também lendário, o Diciembre — composto apenas por dois representantes da antiga vanguarda teatral. Juntos, eles embarcam numa viagem pelos recantos mais remotos do país, numa turnê ao sabor do momento, em que suas vidas serão drasticamente alterada Com um texto vibrante e preciso, o autor constrói uma narrativa sobre o destino, a identidade e as enormes consequências que podem brotar das mais sutis decisões. À noite andamos em círculos foi considerado um dos melhores livros do ano nos Estados Unidos e mostra por que Daniel Alarcón é um dos autores mais consistentes de sua geração.

O coração da esfinge – Deuses do Egito #02 – Colleen Houck

O coração da esfinge – Deuses do Egito #02 – Colleen Houck

Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar.

Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez.

Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos.

Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso.

Nesta sequência de O despertar do príncipe , o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas.

Alquimia da Crítica – Claudia Castro

Alquimia da Crítica – Claudia Castro

A alquimia da crítica. Benjamin e As afinidades eletivas. obra póstuma de Claudia Castro. [1964-2010] revela precisão conceitual e interpretação apaixonada por este autor que foi um dos maiores pensadores da teoria da estética do século XX. Aqui Claudia se detém num texto-chave de Benjamin. o ensaio sobre as Afinidades eletivas de Goethe. texto profundamente metafísico que anuncia o materialismo singular da crítica benjaminiana: deixar emergir da espessura histórica e contingente de uma obra. seu “teor de verdade”. histórico também. mas que alude à redenção de nossa historicidade finita.

A identidade nacional, um enigma – Marcel Detienne

A identidade nacional, um enigma – Marcel Detienne

Em 2007, uma nação europeia decide criar um ministério da identidade nacional. Por mais familiares que pareçam, as noções de identidade e de nação se revelam de uma complexidade que desperta a curiosidade da História e da Antropologia. Assim, conjugando as duas disciplinas, Marcel Detienne coloca em perspectiva algumas maneiras radicalmente diferentes de conceber o que parece fazer parte do “senso comum”, a saber, o que somos juntos e o que os outros não são. Essas maneiras são diversas ficções do passado e do presente: o puro Celta da Padânia, na Itália; o hindu-hinduísta de raízes védicas, na Índia contemporânea; o Japonês nascido da terra dos deuses sem outros predecessores; o Ateniense que se quer um puro rebento da terra autóctone; o Alemão historial de ontem, mais grego do que os Gregos, do tempo de Heidegger e de Hitler; o native americano, num continente aberto à imigração, e o Francês de cepa, novamente enraizado.

Gratidão – Oliver Sacks

Gratidão – Oliver Sacks

Oliver Sacks apreende o drama da doença que o levou a morte de forma honesta e eloquente, em toda sua complexidade médica e humana. Durante os últimos meses de sua vida, Oliver Sacks escreveu uma série de ensaios nos quais explorou de maneira comovente seu percurso pessoal para concluir a vida e enfrentar a própria morte da melhor forma. Este livro traz quatro textos publicados no New York Times entre julho de 2013 e agosto de 2015, pouco antes de ele morrer. Juntos, formam uma ode à singularidade de cada ser humano e de gratidão pelo dom da vida. Sacks reflete sobre o significado de levar uma existência que valha a pena. “Não consigo fingir que não estou com medo. Mas meu sentimento predominante é a gratidão. Amei e fui amado, recebi muito e dei algo em troca, li, viajei, pensei, escrevi. Tive meu intercurso com o mundo, o intercurso especial dos escritores e leitores. “

Baudelaire e a modernidade – Walter Benjamin

Baudelaire e a modernidade – Walter Benjamin

“A modernidade é em Baudelaire uma conquista”, eis aqui a definição de Benjamin. Já no primeiro poema de As flores do mal, Baudelaire convoca o leitor à ruptura da apatia. Benjamin aponta o método da aventura, a captura do presente, a intenção do poeta de revidar os atordoantes choques na grande cidade. Para não se tornar receptor inanimado ou ator automatizado, Baudelaire troca o gabinete pelas ruas, a duras penas, físicas e espirituais, e transita entre duas instâncias, flânerie e esgrima. Ao levar a vivência aos âmbitos do coletivo e do voluntário, imiscui-se no hiato da distribuição entre consciente e inconsciente. Conjura os perigos da absorção pela profundeza obscura ou da reflexão pela superfície ofuscante. Antes de o estímulo se queimar como resposta imediata, a vivência, ou se perder como memória de difícil acesso, insere poemas, contragolpes, no espaço intervalar. O modus fica em verso: “tropeçando em palavras como na calçada”. É total exposição ao presente, com mente e corpo alertas, e plena compreensão de não se tratar de processo natural: “É essa a natureza da vivência a que Baudelaire atribuiu a importância de uma experiência. Fixou o preço pelo qual se pode adquirir a sensação da modernidade: a destruição da aura na vivência do choque”.

O pintor de memórias – Gwendolyn Womack

O pintor de memórias – Gwendolyn Womack

Bryan Pierce é um renomado pintor cujos trabalhos deslumbram o mundo. Mas há um segredo para seu sucesso: cada tela é inspirada em um sonho excepcionalmente vívido. Sempre que acorda, ele adquire novas habilidades, como a capacidade de falar línguas obscuras ou ser um gênio no xadrez. Linz Jacobs é uma neurogeneticista brilhante, dedicada a decifrar os genes que ajudam o cérebro a criar memórias. Ao visitar uma exposição, ela se depara com a imagem de um pesadelo recorrente de sua infância em um dos quadros de Bryan. Linz localiza o artista, e o encontro dos dois desencadeia o sonho mais intenso do pintor: a visão de uma equipe de cientistas que, na iminência de descobrir a cura para o Alzheimer, morre em uma explosão no laboratório. Bryan fica obcecado pelas circunstâncias estranhas que cercam essas mortes, e aos poucos seus sonhos revelam o que aconteceu. Juntos, Bryan e Linz começam a perceber um padrão em seus sonhos e que há um inimigo mortal observando cada movimento deles, que não vai parar enquanto não atingir seu objetivo.

Vera Verão – Carlos Heitor Cony

Vera Verão – Carlos Heitor Cony

Estreou na literatura ganhando por duas vezes consecutivas o Prêmio Manuel Antônio de Almeida.
Ganhou em quatro ocasiões o Prêmio Jabuti na categoria Romance, duas vezes o Prêmio Livro do Ano da Câmara Brasileira do Livro e o Prêmio Nacional Nestlé de Literatura. Em 1998, foi condecorado pelo governo francês com a L’Ordre des Arts et des Lettres. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em março de 2000.

A luz forte dos estúdios fotográficos. O mundo competitivo das manequins profissionais. O trabalho exaustivo de dias convertidos em alguns poucos segundos de comercial. A dura voz dos diretores publicitários. A luta por uma foto na capa de uma revista…

É nesse ambiente frio e selvagem de desfiles e negócios publicitários que se desenvolve a história de Vera e Jorge. Ela, a modelo mais valorizada do Brasil, e ele, marido de Vera, um publicitário muito famoso e obcecado pelo trabalho.

Carlos Heitor Cony descreve com frieza e humor a luta de uma mulher para se libertar de um passado cínico e vazio. Muito está em jogo nessa busca por paz, mas Vera está disposta a se reinventar, a ter uma vida diferente daquela que a vinha destruindo pouco a pouco.

Vera Verão é a história sensível e emocionante de uma mulher que abandona todas as más influências de sua vida para enfim conhecer melhor a si mesma.

Rebeliões no Brasil Colônia – Luciano Figueiredo

Rebeliões no Brasil Colônia – Luciano Figueiredo

Inúmeras rebeliões e movimentos armados coletivos sacudiram a América portuguesa nos séculos XVII e XVIII. Esse livro propõe uma revisão das leituras tradicionais sobre o tema, mostrando como as lutas por direitos políticos, sociais e econômicos fizeram emergir uma nova identidade colonial.

O romance morreu – Rubem Fonseca

O romance morreu – Rubem Fonseca

As 27 crônicas que compõem O romance morreu abordam de tudo um pouco: desde a deliciosa combinação entre cinema e pipoca — a de micro-ondas não vale, e dirá nosso cronista: “Esse aparelho perverte o gosto do grão, tornando-o mais uma festifude de gordura hidrogenada.” — à problematização inteligente e bem-humorada da leitura, do lugar dos livros na nossa vida moderna. A obra reúne sobretudo as crônicas do site Portal Literal, da coluna “Pensamentos Imperfeitos”, embora alguns tenham sido publicados anteriormente em jornais diversos. Com seu (re)conhecido domínio de linguagem e sua erudição, Rubem Fonseca trata com perspicácia e humor de temas e fatos corriqueiros, alguns recorrentes em sua obra, como a fisiologia humana, a violência urbana, a literatura, mas também abre espaço para o “ordinário”. Nada escapa aos olhos, nada é insignificante para o autor, que busca no cotidiano ou nas suas referências a matéria-prima para os seus textos, mesmo que seja sobre o prazer de se ler uma boa bula de remédio. Destaca-se, ainda, a crônica “José”, escrita em cinco capítulos e em terceira pessoa, uma espécie de reminiscência da memória — o texto narra a infância que o autor passou em Juiz de Fora, cidade onde nasceu, e sua vinda para o Rio de Janeiro com apenas oito anos. Para os leitores de Rubem Fonseca, que, quando assediado pela imprensa, prefere o silêncio e alega que qualquer coisa que ele tenha a dizer está nos seus livros, temos aqui uma excelente amostra dos gostos, das opiniões e da visão de mundo do grande autor de Agosto e Feliz Ano Novo.

Runner: a perseguição – Patrick Lee

Runner: a perseguição – Patrick Lee

Ele estava no lugar certo e na hora errada, e agora é o único que pode salvá-la… Sam Dryden, aposentado das forças especiais, leva uma vida tranquila em uma pequena cidade na costa sul da Califórnia. Durante uma corrida à noite, seu caminho se cruza com o de uma garota em fuga. Descalça e aterrorizada, ela tentava escapar de um grupo armado, e Sam aceita ajudá-la a despistar os perseguidores. Apesar do instinto protetor, ele deseja saber por que havia tantos homens incumbidos de matar uma menina de apenas doze anos. Rachel, no entanto, não pode responder a essa pergunta, pois só se lembra dos dois últimos meses de sua vida, durante os quais ficou encarcerada em uma prisão secreta do governo. A única certeza que ela tem é de que possui uma habilidade que a torna muito perigosa e valiosa para aqueles homens. Mesmo assim, Dryden decide ajudar a garota a descobrir seu passado enquanto fogem das forças militares altamente armadas e, em meio a esta empreitada, percebe que a habilidade de Rachel – e os segredos governamentais que o envolvem – podem ser o seu maior perigo.

Dez mulheres – Marcela Serrano

Dez mulheres – Marcela Serrano

A pedido de uma psicanalista, nove mulheres se reúnem para recontar suas vidas. São histórias dramáticas, de amores e desamores, de sofrimento e dor, em que Marcela Serrano pretende expor os meandros da alma feminina.

Doce inimiga minha – Marcela Serrano

Doce inimiga minha – Marcela Serrano

Em Doce inimiga minha, Marcela Serrano — autora de Dez mulheres — explora o universo feminino através de vinte narrativas curtas. Com cenários e enredos diversos, os contos evocam sentimentos com os quais toda mulher precisa lidar.
Do Chile à Bósnia, da Itália à Croácia, em cidades grandes ou pequenos vilarejos, acompanhamos mulheres vulneráveis mas destemidas. Apesar de seus medos, elas se veem em situações em que são obrigadas a se reinventar, a lutar pela união de suas famílias, a combater a solidão, em busca da felicidade. Sejam jovens ou velhas, ricas ou pobres, intelectuais ou donas de casa, todas almejam encontrar a liberdade e a coragem que precisam para enfrentar momentos de crise.
No romance, há mulheres que lutam contra o avançar da idade, acreditando que o cuidado com a beleza pode salvar o casamento; que sonham com a maternidade a qualquer custo; que tentam se libertar da rotina imutável de uma vida sem graça; que buscam abrigo em lugares distantes para esquecer um amor perdido; que abrem mão de seus princípios em troca de segurança; que precisam solucionar problemas familiares sem contar com ajuda alguma.
Cada uma delas, seja qual for a idade, posição social ou ideologia, tenta preencher uma espécie de vazio existencial, e mostra seu lado mais vulnerável. Ao retratar o mundo interior feminino, Marcela Serrano revela a profundidade das alegrias e dos medos destas mulheres tão diferentes e, ao mesmo tempo, tão parecidas.

Economitos: Os dez maiores equívocos da economia – David Orrell

Economitos: Os dez maiores equívocos da economia – David Orrell

Da cegueira catastrófica por dinheiro ao fracasso deste em nos trazer felicidade, passando pela crise econômica de 2008. Economitos revela dez grandes equívocos da economia ortodoxa. Formado em Oxford, o matemático canadense David Orrell aproveita o gancho e traça a história da economia desde suas raízes na Grécia Antiga até chegar aos centros financeiros de Londres e Nova York, mostrando erros e apresentando alternativas.

Joseph Fouché: Retrato de um homem político – Stefan Zweig

Joseph Fouché: Retrato de um homem político – Stefan Zweig

Maquiavel da era moderna, político foi considerado por Balzac um dos personagens mais interessantes da história da França

Com imbatível talento narrativo, Stefan Zweig oferece um perfil psicológico do homem político, investigando essa carreira construída atrás do palco principal e buscando descobrir o segredo de sua força. Capaz de abraçar qualquer ideologia e aceitar qualquer cargo, amoral, urdidor, que traiu a Igreja e todas as instituições da Revolução Francesa, que derrubou, entre outros, Robespierre, Lafayette e até Napoleão. Fouché só não traiu a viciosa e insaciável sede de poder que o colocou no papel do mais abjeto governante da era moderna.

Um único partido mereceu sua lealdade até o fim da vida: o mais forte, o da maioria. Durante o combate, Fouché não definia posição; no final do combate, alinhava-se ao vencedor. Os girondinos caíram, ele ficou; os jacobinos foram expulsos, ele ficou; o Diretório, o Consulado, o Império, o Reinado e outro Império desabaram, e Fouché ficou – sempre disposto a abrir mão de qualquer caráter ou convicção.

Complementa essa edição um afiado posfácio de Alberto Dines, maior especialista em Zweig, que contextualiza o livro e aponta perigosas semelhanças com a atualidade.

Metafísicas canibais – Eduardo Viveiros de Castro

Metafísicas canibais – Eduardo Viveiros de Castro

Com uma escrita erudita, poética e ao mesmo tempo militante, inventiva e mordaz, Eduardo Viveiros de Castro define este Metafísicas canibais como a resenha de um livro imaginário que jamais será capaz de terminar: O Anti-Narciso. O objetivo dessa obra inexistente seria ilustrar a tese de que antropologia é uma versão das práticas de conhecimento indígenas que lhe serviram de estudo. O perspectivismo ameríndio é exemplo de como o estilo de pensamento nativo afeta a imaginação antropológica. Duas obras fundamentais, da filosofia e da antropologia, são os pilares de sua reflexão: O Anti-Édipo, de Deleuze e Guattari e as Mitológicas de Claude Lévi-Strauss. O livro reúne parte significativa da produção do autor desde a publicação de A inconstância da alma selvagem, e apresenta uma formulação atual de sua teoria sobre o perspectivismo, que o consagrou no Brasil e fora dele.

Biblioteca de almas – O Orfanato da Srta. Peregrine #03 – Ransom Riggs

Biblioteca de almas – O Orfanato da Srta. Peregrine #03 – Ransom Riggs

”Biblioteca de Almas” é o último volume da celebrada trilogia iniciada com O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares. Neste terceiro livro, depois de sofrer com a morte do avô, conhecer crianças com habilidades peculiares em uma fenda temporal e partir pelo mar em uma busca desesperada para curar a srta. Peregrine, Jacob vai finalmente enfrentar a inevitável conclusão dessa turbulenta jornada.

Jacob descobre uma poderosa habilidade e não demora a explorá-la para resgatar os amigos peculiares e as ymbrynes da fortaleza dos acólitos. Junto com ele vai Emma Bloom, uma menina capaz de produzir fogo com as mãos, e Addison MacHenry, um cão com faro especial para encontrar crianças perdidas.

Partindo da Londres dos dias atuais, o grupo vai percorrer as ruelas labirínticas do chamado Recanto do Demônio, uma complexa fenda temporal que abriga todo tipo de vícios e perversões. É ali que o destino de peculiares de toda parte será decidido de uma vez por todas. Tal como os volumes anteriores da série, ”Biblioteca de Almas” une fantasia, aventura e sombrias fotografias de época para criar uma experiência de leitura única.

Evolucionismo Cultural: textos de Morgan, Tylor e Frazer – Celso Castro (Org.)

Evolucionismo Cultural: textos de Morgan, Tylor e Frazer – Celso Castro (Org.)

Essa coletânea reúne três textos clássicos da antropologia, escritos pelos principais representantes da corrente evolucionista que prevaleceu nos primeiros anos da disciplina. Lewis Henry Morgan (1818-1881), Edward Burnett Tylor (1832-1917) e James George Frazer (1854-1941) representam a tradição antropológica contra a qual lutaram autores como Franz Boas, em defesa do relativismo cultural. Assim, esse livro pode ser lido em diálogo com outro da mesma coleção: “Antropologia Cultural”, que reúne textos de Boas também selecionados e apresentados por Celso Castro. A valiosa iniciativa de reunir textos emblemáticos da corrente evolucionista na antropologia supre uma lacuna do campo das ciências sociais no Brasil: o acesso a textos fundadores como os reunidos nesse volume costuma ser difícil, feito através de recortes em manuais ou mediado por interpretações de estudos posteriores. Os textos originais dão aos leitores a possibilidade de conhecer idéias polêmicas, que tendem a ser empobrecidas e simplificadas na divulgação da história da antropologia, muitas vezes reduzidas a uma visão etnocêntrica utilizada para justificar pretensas superioridades culturais ou até raciais.

Alerta de risco – Neil Gaiman

Alerta de risco – Neil Gaiman

É com palavras assim que Neil Gaiman apresenta Alerta de risco, uma rica coletânea de histórias de terror e de fantasmas, ficção científica e conto de fadas, fábula e poesia que exploram o poder da imaginação.

Em “História de aventura”, Gaiman pondera sobre a morte e sobre como, ao morrer, as pessoas levam consigo suas histórias. No suspense “Caso de morte e mel”, ele nos presenteia com sua versão do mundo de Sherlock Holmes. Em “A Bela e a Adormecida”, duas conhecidas personagens de contos de fadas têm suas histórias entrelaçadas em uma releitura bastante original. “Hora nenhuma” é um conto muito especial sobre Doctor Who, escrita para o quinquagésimo aniversário da série de tevê, em 2013. E há também um conto escrito exclusivamente para esta coletânea: “Cão negro”, que revisita o mundo de Deuses americanos ao narrar um episódio que envolve Shadow Moon em um bar durante seu retorno aos Estados Unidos.

Um escritor sofisticado cujo gênio criativo não tem paralelos, Gaiman hipnotiza com sua alquimia literária e nos transporta para as profundezas de uma terra desconhecida em que o fantástico se torna real e o cotidiano resplandece. Repleto de estranheza e terror, surpresa e diversão, Alerta de risco é um tesouro que conquista a mente e agita o coração do leitor.

A Garota Perfeita – Mary Kubica

A Garota Perfeita – Mary Kubica

Mia, uma professora de arte de 25 anos, é filha do proeminente juiz James Dennett de Chicago. Quando ela resolve passar a noite com o desconhecido Colin Thatcher, após levar mais um bolo do seu namorado, uma sucessão de fatos transformam completamente sua vida.
Colin, o homem que conhece num bar, a sequestra e a confina numa isolada cabana, em meio a uma gelada fazenda em Minnesota. Mas, curiosamente, não manda nenhum pedido de resgate à família da garota. O obstinado detetive Gabe Hoffman é convocado para tocar as investigações sobre o paradeiro de Mia. Encontrá-la vira a sua obsessão e ele não mede esforços para isso.
Quando a encontra, porém, a professora está em choque e não consegue se lembrar de nada, nem como foi parar no seu gélido cativeiro, nem porque foi sequestrada ou mesmo quem foi o mandante. Conseguirá ela recobrar a memória e denunciar o verdadeiro vilão desta história?

Mal-estar, sofrimento e sintoma: Uma psicopatologia do Brasil entre muros – Christian Ingo Lenz Dunker

Mal-estar, sofrimento e sintoma: Uma psicopatologia do Brasil entre muros – Christian Ingo Lenz Dunker

Em seu novo livro, o psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da USP Christian Dunker realiza uma abordagem original sobre o mal-estar, o sofrimento e o sintoma na sociedade brasileira. Unindo teoria social e psicanálise, o autor conclui que a privatização do espaço público transforma a própria vida em formas de condomínio, com seus regulamentos, síndicos, gestores e muros: o sonho brasileiro de consumo elevado a paradigma da forma de vida hegemônica no imaginário nacional. Não por acaso, “o caminho escolhido na história brasileira é o de despolitizar o sofrimento, medicalizar o mal-estar e condominializar o sintoma”, diz José Luiz Aidar Prado no texto de orelha.

Cultura e razão prática – Marshall Sahlins

Cultura e razão prática – Marshall Sahlins

Este “clássico contemporâneo” traz um vivo debate sobre história e cultura. Ao analisar questões fundamentais para a pesquisa antropológica, Marshall Sahlins, um dos principais expoentes das ciências sociais nas últimas décadas, defende a interpretação simbólica da cultura além do utilitarismo. Publicada originalmente em 1979 pela antiga Zahar Editores – e agora reeditada na coleção Antropologia Social pela Jorge Zahar Editor –, a obra mantém seu impacto, evidenciando a interdisciplinaridade nas relações entre antropologia, história, economia e sociologia.

Altíssima pobreza: Regras monásticas e forma de vida – Giorgio Agamben

Altíssima pobreza: Regras monásticas e forma de vida – Giorgio Agamben

Em Altíssima pobreza, Giorgio Agamben aprofunda as reflexões sobre o universo sacerdotal iniciadas em obras anteriores da série Homo sacer e se lança em uma pesquisa sobre as regras monásticas, ou seja, a obediência a um conjunto de comportamentos, princípios, hierarquias e hábitos, práticas repetidas todos os dias para marcar o tempo da comunidade. O filósofo italiano propõe uma rigorosa genealogia das formas monásticas, originárias da Idade Média, relacionando-as às liturgias, à vida comum, às instituições de poder, para construir um duplo caminho: em um profundo mergulho na histórica do pensamento religioso, o autor nos remete diretamente aos dilemas do contemporâneo. Nesse estudo fascinante, o autor reconstrói em detalhes a vida dos monges, de Pacômio a São Francisco, para abordar duas dimensões da vida, geralmente apresentadas como contrapostas: o ser e o parecer. O objetivo principal ao analisar o caso exemplar do monasticismo é a tentativa de construir uma forma-de-vida, “ou seja, uma vida que se vincule tão estreitamente a sua forma a ponto de ser inseparável dela”, afirma nas primeiras linhas do prefácio. É nessa perspectiva que a investigação se confronta sobretudo com o problema da relação entre regra e vida, que define o dispositivo pelo qual os monges tentaram realizar seu ideal de uma forma de vida comum, na qual tanto “regra” quanto “vida” perdem seu significado ordinário para apontar na direção de uma terceira via. Para compreender a forma de vida monástica, o experimento crucial da investigação é a análise dos movimentos espirituais dos séculos XII e XIII, que culminaram no franciscanismo, ao qual Agamben dedica grande parte do livro.