Entrevista Exilado Escritor (EEE): Rudson Xaulin

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Rudson Xaulin tem 26 anos, nasceu em Porto Alegre e hoje mora em Cachoeirinha, lugar onde cresceu. Até agora, já escreveu 9 livros mas, infelizmente, ainda não tem editora. Vocês podem conferir a capa de dois deles, O Cara que Escreve e As Crônicas de um Ex-exilado, logo no final deste post.

28014_257933384333624_454705749_nP [E/R]: Porque começou a escrever, qual sua inspiração?  

(R) Rudson Xaulin: Eu sempre escrevi, mas na minha concepção eram “músicas”. Em certo ponto, essas músicas viraram textos enormes, foi assim que passei a escrever meus textos. Inspiração, na literatura?

P [E/R]: Isso, inspiração na literatura.
(R) Rudson Xaulin: Como eu disse, eu escrevia músicas, então quando passei a escrever meus textos, foi derivado das músicas que eu achei que eram canções, e na verdade era meu ponto de vista sobre alguma coisa, isso gerou os textos que eu posto quase que diariamente. E minha influencia é a música, o rock n’ roll na verdade, eu não tenho uma inspiração na própria literatura ou um ídolo dos livros, digamos assim.

P [E/R]: É estranho saber disso, fale mais.
(R) Rudson Xaulin: Escrever ao ponto que cheguei, nunca foi minha pretensão. Todos meus ídolos estão na música, eu jamais comecei a escrever pensando em ser como esses grandes autores. Eu os respeito por tudo o que fizeram, mas eu nunca li nada de nomes consagrados, muito menos autores desconhecidos como eu.

P [E/R]: Você não lê?
(R) Rudson Xaulin: Depende do seu ponto de vista, aprendi a ler na escola… Eu nunca tive interesse em abrir um livro e ler. Para não mentir, o único livro que eu li completamente foi à biografia do guitarrista Slash (ex-Guns N’ Roses). Fora essa biografia, os únicos livros que eu li, foram os que eu escrevi. Depois de prontos, eu não pego eles para ler de novo. Não escrevo pensando em como eles vão ser, em como devem soar ou o que as pessoas podem esperar e tentar escrever para elas. Eu escrevo do meu modo, não ligo muito paras regras, e cá estamos.

P [E/R]: Como você faz para as pessoas lerem aquilo que você escreve?
(R) Rudson Xaulin: Nada. As pessoas que leem fazem tudo, nem um site eu tenho. Eu escrevo, posto algumas coisas no Facebook, finalizo os livros e assim as coisas tem ido bem. Não tenho editora, eu faço tudo sozinho. Desde escrever, revisar e até as capas dos livros, eu faço tudo isso sozinho. E o que eu ganho de volta é que as pessoas que leem me ajudam divulgando e comprando os livros.

P [E/R]: Quantos livros você escreveu? Fale um pouco deles.
(R) Rudson Xaulin: Até o momento eu escrevi nove. Mas eu escuto uma música, vejo uma propaganda, assisto um filme e uma nova história me vem a cabeça. Como em “Hornett – O Cachorro Azul”. Eu estava indo para o trabalho de carro, fiquei preso em um congestionamento devido a um acidente, e sei lá porque toda a história estava na minha cabeça. Para não esquecer de nada, eu peguei meu celular e comecei a gravar as ideias, e algumas pessoas ficavam olhando, porque eu ia falando com o celular e gravando tudo, como se estivesse contando a história para alguém, deve ter sido uma cena engraçada…

P [E/R]: Quais as histórias dos livros?
(R) Rudson Xaulin: “As Crônicas de Um Ex Exilado” não é de história com começo, meio e fim. É um livro mais pessoal, pois eu dou minha opinião sobre muitas coisas em textos diversos. E além de que existem lá algumas histórias que eu vivi e outros que eu fui inventando, então ele mistura muito meu modo real com aquilo que tenho em mente. Já o novo, “O Cara Que Escreve”, é um livro onde eu apenas escrevi o ponto de vista do narrador do livro, e não o meu. Até o momento passam de 1.200 o numero de pedidos para ele, acho que esse livro vai ser bem aceito por aqueles que já leem o que eu escrevo.

P [E/R]: Então “O Cara Que Escreve” não é autobiográfico?
(R) Rudson Xaulin: Não, eu nem tenho histórias para uma biografia. O livro é como uma carta de alguém que esta desacreditado do mundo em que vive hoje, então foi escrevendo seus pontos de vista e de como a sociedade caminha no mundo atual. Talvez para deixar o livro para uma geração futura e tentar mudar um pouco o conceito falido da atual. O cara que escreve é simplesmente alguém tentando tornar o mundo um lugar melhor.

P [E/R]: Mais algum livro que queira ponderar?
(R) Rudson Xaulin: “As Crônicas de Um Ex Exilado” e “O Cara Que Escreve” já estão à disposição. Mas “Hornett – O Cachorro Azul”, “Minha Amiga Morta Chamada Lucy”, “Estágios do Inferno, Bastidores do Paraíso” e “Um Nazista Pode Amar?” estão prontos, mas eu ainda não fiz a impressão deles. Fora os outros que eu ainda não dei títulos e uns que estou trabalhando.

P [E/R]: Até o momento, escrever lhe trouxe algo positivo ou negativo?
(R) Rudson Xaulin: Negativo nada… Positivo foi muito: Eu conheci muitas pessoas legais e recebi muitos presentes, principalmente discos. Movido pela música, eu conheci meus maiores ídolos a nível nacional, isso é bem surreal. Foi divertido ver professoras usando meus textos para lecionar com os pequenos, e dias depois eu recebi cartas e desenhos de muitas crianças. Fui convidado para dar palestras e algumas pessoas estão tentando me colocar na feira do livro. Criei uma camaradagem com bandas que eu gosto muito, e me mandam CDs e até citaram meu nome em um show. Além de ter pedidos para assinar coisas e enviar meu livro para lugares como Manaus, tão longe. Tudo é meio estranho, afinal eu jamais esperava por isso. São tantas coisas…

P [E/R]: Tem pretensão de conhecer alguém especial?
(R) Rudson Xaulin: A nível nacional como eu disse, eu conheci meus maiores ídolos. A nível internacional, sonhando alto, Axl Rose. Talvez se um dia o que eu escrevo chegar nele, me aposento no dia seguinte.

P [E/R]: Como você arruma tempo para escrever?
(R) Rudson Xaulin: Meu celular é um bom aliado. Uso ele para escrever coisas que eu não posso esquecer. Escrevo muito em casa, a moda antiga, caneta e papel. Mas uso o tempo livre no serviço e escrevo sempre que posso. Fiz bastante coisas para quem decidiu que escreveria a apenas um ano.

P [E/R]: Escreve somente há um ano? Qual foi o estopim para ser escritor?
(R) Rudson Xaulin: Talvez um ano e uns 20 dias… Eu sempre escrevi, mas decidir que escreveria livros, as crônicas e esses textos, foi há um ano. O que me motivou foi perder uma cadelinha chamada Jill. Era minha rottweiler a cerca de 4 anos, e ela se foi devido a uma doença. Foi duro demais, na verdade ainda é. Escrevi três textos sobre isso. Um que falava da doença e como eu tinha descoberto que ela andava muito mal. O segundo sobre sua luta, ficamos 44 dias lutando para salvá-la, eu tentei de tudo. E o ultimo quando ela se foi e a minha despedida. Foi assim que eu postei os meus três primeiros textos no Facebook, o resto é história…

Caso tenha interesse em comprar os livros deste autor, basta enviar uma mensagem para email: rudson_xaulin@hotmail.com

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SINOPSE: O livro reflete pensamentos sobre o cotidiano, coisas que o autor viu ao longo dos dias, coisas banais e que sempre dão inspiração para um novo assunto e um novo texto. O livro contém 56 passagens narradas pelo autor, mistura um pouco a realidade e aquilo que eu apenas quis escrever e inventar. É o ultimo livro onde meu personagem, “Xaulin”, aparece nas historias, depois deste livro ele não deu mais as caras nos meus textos e crônicas. O livro tem 170 páginas e possivelmente deve ganhar uma versão 2, ou um livro com um nome diferente e com a mesma temática. Isso porque sempre que o autor vê algo que lhe chama a atenção, um novo texto ganha vida. Então basicamente é infinito ao ponto da vontade de escrever do autor.

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SINOPSE: O livro é como se fosse uma carta de alguém que analisa a sociedade atual e apenas quer deixar para a futura geração, relapsos daquilo que somos hoje. Em todos os pontos do livro o narrador tenta fazer com que as pessoas se tornem um pouco melhores, mas em alguns momentos ele percebe que isso é praticamente impossível, atacando a sociedade e como ela se comporta nos dias atuais. O cara que escreve é apenas alguém tentando mudar o mundo.

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“Eu não me importo com o que os outros pensam sobre o que eu faço, mas eu me importo muito com o que eu penso sobre o que eu faço. Isso é caráter.” - Theodore Roosevelt



4 respostas para “Entrevista Exilado Escritor (EEE): Rudson Xaulin”

  1. Luiza Aguiar disse:

    eu adorei a matéria com o Xaulin, muito bom mesmo!!!

  2. Getúlio disse:

    esse cara merece muito! baita ser humano!

  3. Tainá Macedo disse:

    bela matéria, ótima postagem, eu adoro o que ele escreve!

  4. Amanda disse:

    Esse guri é mara! Merece cada vez ir mais longe, textos lindos… Todo sucesso do mundo, porque talento tem de sobra!